
A criminalidade intensificou-se significativamente nos últimos anos nesta minoria, onde gangues extorquem residentes e comerciantes em troca da sua “proteção” e matam frequentemente aqueles que se recusam a pagar, num contexto de proliferação de armas de fogo e de acusações de inação por parte das autoridades.
Em Jaffa, no município de Telavive, um ataque com um carro-bomba matou um homem com cerca de quarenta anos, segundo os serviços de emergência e a polícia, que se referiram a “um caso de natureza criminal”.
O seu filho de seis anos ficou ferido na explosão, precisaram os meios de comunicação israelitas.
Um segundo carro-bomba explodiu em Holon, a sul de Telavive, ferindo gravemente um homem que morreu no hospital.
Além disso, um homem foi morto a tiro e outro ficou ferido na cidade de maioria árabe de Taybeh, no centro de Israel, num incidente que a polícia classificou como “aparente conflito familiar”.
Algumas horas mais tarde, outros dois homens foram mortos a tiro na cidade vizinha de Qalansawe, segundo o Magen David Adom (MDA), o equivalente israelita da Cruz Vermelha. “Uma investigação preliminar indica que o incidente parece estar relacionado com uma vingança familiar”, sublinhou a polícia.
O número de cidadãos árabes israelitas mortos neste tipo de violência ascende agora a 142 desde o início do ano, segundo a ONG israelita Abraham Initiatives, que promove a inclusão da minoria árabe, o que representa um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os árabes israelitas, descendentes dos palestinianos que permaneceram nas suas terras após a criação de Israel em 1948, representam cerca de 21% da população do país, que conta com mais de 10 milhões de habitantes.





