
“Uma delegação de peritos da República Islâmica partirá para Doha ainda esta semana”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, em conferência de imprensa.
O Qatar, juntamente com o Paquistão, está a mediar as negociações entre as duas partes no conflito lançado em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Anteriormente, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmara hoje que as autoridades iranianas “solicitaram uma reunião” para terça-feira, em Doha.
A porta-voz da Casa Branca detalhou que os enviados de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, estavam a caminho do Qatar para conversações de “alto nível” sobre o memorando de entendimento.
Esmaeil Baghaei realçou que, nos próximos dias, o Irão não negociará com o lado norte-americano “a nenhum nível”.
Nos últimos dias, as tensões entre Teerão e Washington têm aumentado, com ataques iranianos contra vários navios e bombardeamentos norte-americanos dirigidos a instalações militares na costa sul do Irão.
Teerão respondeu posteriormente com ataques contra bases norte-americanas no Kuwait e Bahrein.
Estes foram os primeiros ataques trocados entre as partes, desde o memorando de entendimento assinado pelos presidentes dos Estados Unidos e do Irão em 17 de junho.
Ao abrigo do memorando, os dois lados vão prosseguir negociações com um prazo de 60 dias, centradas no futuro do estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano, bem como no levantamento das sanções contra a República Islâmica e dos seus bens congelados no exterior.
Além da tensão em torno do estreito, o diálogo encontra-se também ameaçado pela continuação da ofensiva de Israel contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano, país abrangido pela trégua por exigência de Teerão.





