
Dado o “desenvolvimento favorável” representado pelo acordo de 17 de junho entre o Irão e os Estados Unidos para cessar as hostilidades e as “necessidades em evolução”, o porta-aviões Charles de Gaulle “está a regressar ao seu porto de origem, Toulon”, enquanto os navios de desminagem franceses e a sua escolta “permanecem posicionados e prontos para intervir junto dos parceiros” regionais, adiantou Macron no X.
O Charles de Gaulle está atualmente no Mar Mediterrâneo, confirmou o Palácio do Eliseu.
Entre os navios que a França mantém na região estão dois caça-minas Tripartite, que poderão ser mobilizados no âmbito de uma operação internacional para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, proposta pela França.
“Acompanhados por duas fragatas e uma aeronave de patrulha marítima, estes recursos estão prontos para contribuir, juntamente com os nossos parceiros, para a plena retoma da navegação e para garantir a segurança do tráfego no Estreito de Ormuz”, declarou Emmanuel Macron.
“A França continua totalmente mobilizada e continuará a ajustar os seus recursos de acordo com a evolução da situação e as necessidades de segurança na região”, referiu Macron, que falou esta semana, entre outros, com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq.
Nesta ocasião, os dois países concordaram em realizar “operações conjuntas de desminagem” no Estreito de Ormuz, segundo um comunicado franco-omanense divulgado após as conversações em Paris.
Em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel no final de fevereiro, o Irão bloqueou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma importante via de trânsito para o transporte de petróleo, provocando aumentos de preços, tensões e crises temporárias de abastecimento em vários países.
Desde a assinatura de um memorando de entendimento, a 17 de junho, após a mediação do Paquistão e do Qatar, Washington e Teerão estão envolvidos em negociações com uma duração prevista de 60 dias, período que pode ser prolongado, para alcançar um fim duradouro para a guerra no Médio Oriente.





