
O caixão com os restos mortais de Khamenei foi transportado de helicóptero para Qom, ao sul de Teerão, na antecâmara do cortejo fúnebre agendado para terça-feira.
O corpo do ex-líder supremo do Irão por mais de três décadas, até à sua morte aos 86 anos, vai a sepultar na quinta-feira, no santuário do Imã Reza, em Mashhad, a sua cidade natal, no nordeste do Irão.
O cortejo de hoje, em Teerão, durou cerca de 10 horas, num trajeto de 20 quilómetros, sob temperaturas superiores a 35 graus Celsius, enquanto o espaço aéreo permanecia totalmente fechado num dia declarado feriado nacional.
As ruas congregaram milhões de participantes, de acordo com as imagens recolhidas pela Agence France-Presse (AFP), num evento comparável ao funeral, em 1989, do Ayatollah Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica do Irão.
As negociações dos Estados Unidos com o Irão, visando reabrir totalmente o Estreito de Ormuz, reverter o programa nuclear iraniano e pôr um fim definitivo à guerra, parecem estar suspensas até depois do enterro.
À medida que as cerimónias fúnebres decorrem, têm-se multiplicado ameaças por parte dos participantes de vingar a morte de Khamenei, com cartazes com apelo ao assassínio tanto do Presidente norte-americano, Donald Trump, como do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Khamenei foi morto no início da campanha militar israelita e norte-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.
Devido a questões de segurança, o seu funeral foi adiado durante meses.
O seu filho, Mojtaba Khamenei, tornou-se o novo Líder Supremo do Irão.





