
O Ministério Público ucraniano afirmou ter analisado as informações relacionadas com a sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, no âmbito das investigações em curso, tendo também realizado diligências de investigação e “medidas processuais”, de acordo com um comunicado.
Entre estas ações contam-se o depoimento de testemunhas e a obtenção de informações relevantes, indicou o Ministério Público ucraniano, salientando que procura “esclarecer as circunstâncias dos factos”.
“Como resultado do trabalho já realizado e da informação obtida, até à data não foi apurado qualquer facto que indique a participação do Estado da Ucrânia, de órgãos competentes ou de funcionários na prática destes atos ilícitos”, sublinhou.
O Ministério Público ucraniano acrescentou que “também não foram encontradas provas de que as referidas autoridades tenham emitido, em nome da Ucrânia, ordens, instruções, mandatos ou diretrizes para levar a cabo a sabotagem dos referidos gasodutos”.
“No entanto, a investigação destas circunstâncias ainda não terminou e prossegue a recolha e a análise das provas necessárias”, referiu.
Por outro, aquele órgão indicou ter tomado nota da informação do Ministério Público Federal da Alemanha sobre a acusação contra um arguido de nacionalidade ucraniana “oficial do Exército ucraniano em 2022” e que, juntamente com outros suspeitos, agiu “seguindo ordens das autoridades estatais ucranianas”.
O anúncio da Justiça alemã aconteceu um dia depois da acusação formal do primeiro suspeito no caso.
O acusado “e outros militares, a pedido das autoridades ucranianas, elaboraram um plano para destruir os gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2”, afirmou a acusação, num comunicado, referindo que estes gasodutos submarinos foram sabotados com explosivos em setembro de 2022.
O alvo da acusação foi detido em 21 de agosto de 2025 em Itália e extraditado para a Alemanha em setembro.
Identificado na altura como Serhiy Kuznietsov, afirmou ser, entre a data dos acontecimentos até 2023, um comandante do Exército ucraniano e de ter estado na Ucrânia no momento da sabotagem.





