Ucrânia ainda está longe de uma viragem na guerra, diz chefe do exército



Oleksandr Syrsky disse que a Rússia não conseguiu atingir os objetivos da ofensiva, apesar de Moscovo ter “quase o dobro das tropas e do equipamento”, de acordo com um relatório divulgado nas redes sociais.

Syrsky referiu que as forças russas, que antes conduziam “operações ofensivas ativas em 13 eixos”, estão agora a perseguir apenas “seis ou sete” e a sofrer pesadas perdas, enquanto Kyiv segue uma “estratégia de exaustão” contra o adversário.

O chefe militar ucraniano elogiou ainda os ataques aéreos de longo alcance da Ucrânia, que atingiram 697 alvos na Rússia desde o início do ano, causando mais de 6,1 mil milhões de dólares (cerca de 5,3 mil milhões de euros) em perdas económicas diretas e indiretas.

Os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa nos últimos meses causaram escassez de combustível em muitas regiões da Rússia e na Crimeia, península ucraniana anexada pelos russos em 2014.

No entanto, Syrsky alertou que Moscovo está a prosseguir os objetivos militares no leste da Ucrânia.

“A intensidade dos ataques com mísseis e drones continua a aumentar, assim como a utilização de bombas guiadas e o número de crimes cometidos contra a população civil”, acrescentou, afirmando que “o inimigo não deve ser subestimado”.

Estas declarações surgiram dois dias depois da cimeira da NATO em Ancara, onde o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, obteve novos compromissos ocidentais em matéria de defesa aérea.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou a possibilidade de permitir que a Ucrânia produza, sob licença, mísseis intercetores Patriot, considerados essenciais para neutralizar os mísseis balísticos russos.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

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