Marrocos usa gás lacrimonogéneo para travar entradas em Ceuta



Os confrontos entre as autoridades e os migrantes, na maioria subsarianos, aconteceram a cerca de três quilómetros da fronteira de Ceuta, nos arredores da localidade marroquina de Fnideq (Castillejos, em castelhano).

Milhares de operacionais integram o dispositivo de segurança que foi montado por Marrocos para impedir a entrada em massa em Ceuta de migrantes que tinha sido convocada para hoje nas redes sociais.

No final de julho, mais de 80 mil pessoas entraram em 24 horas na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, das quais entre cinco mil e oito mil permanecem dispersas pelo território, estimam as autoridades de Espanha.

Nos próximos dias, uma equipa alargada do Ministério espanhol de Inclusão, Segurança Social e Migrações vai deslocar-se a Ceuta para tratar com urgência da criação de centros temporários de acolhimento de migrantes, adiantou hoje a EFE.

A comitiva, que acompanhará a ministra titular da pasta, Elma Sainz, terá como principal objetivo analisar no terreno os espaços que estão a ser equacionados para o acolhimento e determinar quais podem ser adaptados de forma mais célere.

A intenção do Governo é que pelo menos dois dos espaços, com capacidade total para perto de mil pessoas, possam estar operacionais na próxima semana.

A procura por espaços que possam ser transformados em centros temporários de acolhimento de migrantes tem sido um dos principais desafios das administrações de Ceuta, quer por a cidade ter apenas 19 km2, quer pela oposição dos vizinhos em relação aos locais que têm sido apontados para tal.

Ceuta, um pequeno território de 80 mil habitantes situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

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