Camboja neutraliza 700 centros ligados a crimes informáticos



O país tornou-se numa base de organizações ligadas aos crimes informáticas, responsáveis pelo roubo e desvio de dinheiro de utilizadores da Internet através de falsas relações amorosas ou investimentos fraudulentos em criptomoedas.

Sob pressão da China e de vários outros países, incluindo Estados Unidos, as autoridades cambojanas garantem estar a combater o problema “com determinação”.

O Governo disse que as autoridades fecharam mais de 700 complexos e expulsaram 58.266 cidadãos estrangeiros ligados aos crimes informáticos no último ano, de acordo com um comunicado.

Mais de 3.400 suspeitos de 29 países, incluindo China, França e Austrália, estão detidos a aguardar julgamento, acrescentaram as autoridades de Phnom Penh.

O Governo referiu que embora os locais de grande dimensão tenham sido completamente desmantelados, os grupos criminosos mudaram para centros descentralizados e de pequena escala, escondendo-se em apartamentos, casas alugadas, cafés e até viaturas. 

Em janeiro, o Camboja extraditou para a República Popular da China o magnata chinês Chen Zhi, líder do grupo empresarial cambojano Prince Holding Group, suspeito pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido de coordenar uma vasta rede de fraudes ‘online’.

Um outro cidadão chinês, Li Xiong, antigo presidente do grupo Huione e acusado por Pequim de desempenhar um papel relevante numa importante rede internacional de jogo ilegal e fraude, foi extraditado para a China em abril.

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