
O Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, fez estes anúncios em Quibdó, capital do departamento de Chocó, depois de se ter reunido com algumas das principais figuras empresariais do país numa cimeira de doadores.
“Há meses que falo do Plano Marshall para Chocó. Não é uma tarefa pequena, é um projeto extremamente ambicioso que exige vontade política, recursos e capacidade de implementação para começar a mudar o destino deste departamento”, sublinhou De la Espriella.
O plano compreende cinco pilares que visam transformar estruturalmente a região de Chocó através da convergência dos investimentos privados, da modernização das infraestruturas rodoviárias e portuárias, da promoção da atividade económica formal, dos incentivos fiscais e do desenvolvimento do turismo sustentável.
Em termos de infraestruturas, o plano inclui o retomar dos estudos para avaliar a viabilidade de um canal interoceânico que se integraria num corredor ferroviário e ligaria um porto de águas profundas na costa do Pacífico de Chocó com o mar das Caraíbas, no departamento de Antioquia (noroeste).
Inclui também um pacote de investimentos em infraestruturas rodoviárias e aeroportuárias, totalizando um trilião de pesos (aproximadamente 273 milhões de euros), que, segundo De la Espriella, seria financiado igualmente através de parcerias público-privadas e contribuições diretas do setor privado.
O plano inclui ainda um pilar produtivo e empreendedor que receberá uma contribuição de 5 mil milhões de pesos (1,29 milhões de euros) do setor privado para fornecer capital inicial a 1.000 pessoas afetadas pelo terramoto.
“Através do programa Impulsa, o nosso governo, o Bancolombia (instituição financeira) e a Tecnoglass (empresa) comprometem-se a contribuir com 5 mil milhões de pesos em capital semente para os empreendedores afetados pelo terramoto em Chocó”, frisou De la Espriella.
Em relação ao turismo, o Presidente anunciou a construção de um calçadão em Quibdó e um projeto para impulsionar o turismo nos municípios de Nuquí e Bahía Solano, na costa do Pacífico.
O chefe de Estado colombiano tinha anunciado o plano a 14 de agosto, durante a sua segunda visita ao departamento, quatro dias após o sismo de magnitude 7,4 que fez 331 mortos, milhares de feridos e causou danos preliminares estimados em cerca de 9,5 mil milhões de dólares.





