Sobem para 17 os mortos nos ataques contra o norte do Iémen



O porta-voz do Ministério da Saúde das autoridades estabelecidas pela insurgência houthi, Anees Alasbahi, confirmou nas suas redes sociais que o balanço de vítimas destes bombardeamentos subiu para um total de 24, com 17 mortos e mantendo-se o número de feridos, sete.

Na mesma mensagem, Anees Alasbahi sublinhou que são números “não definitivos” e que prevê que subam “significativamente” à medida que avançam os trabalhos de busca e resgate de pessoas em condições “extremamente difíceis devido à magnitude da destruição”.

Os confrontos tanto dentro como fora do Iémen entre os houthis e as forças da coligação militar liderada por Riade, capital da Arábia Saudita intensificaram-se nas últimas semanas e hoje mesmo, as forças sauditas denunciaram que 73 civis, incluindo mulheres e crianças, ficaram feridos devido a uma série de bombardeamentos do grupo fundamentalista contra o país vizinho.

Os houthis anunciaram em julho um bloqueio marítimo à Arábia Saudita depois de denunciarem ataques de Riade às suas posições em apoio ao governo do Iémen, reconhecido internacionalmente, após o que as autoridades sauditas anunciaram uma missão para uma aliança internacional destinada a proteger o Mar Vermelho dos ataques dos rebeldes contra a navegação na zona.

Neste contexto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os “ataques transfronteiriços dos houthis contra múltiplos alvos no sul da Arábia Saudita”, embora tenha manifestado preocupação com a “intensificação dos confrontos militares” dentro do território iemenita, segundo disse o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, numa conferência de imprensa em que fez um apelo a “todas as partes para que ajam com moderação e evitem uma maior escalada”.

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