
O esquema envolvia o recebimento sistemático de subornos de ‘call centers’ fraudulentos e o branqueamento dos valores obtidos.
Vdovichenko entregou hoje a sua carta de demissão, segundo a agência de notícias ucraniana Ukrinform, que cita como fonte a chefe do departamento de informação da Procuradoria-Geral, Mariana Hajovska-Kovbasyuk.
O nome da ‘número dois’ daquele órgão também já não aparece no organigrama que consta da sua página na Internet.
A demissão de Vdovichenko surge após uma operação realizada na passada sexta-feira, na qual a Procuradoria Especializada Anticorrupção da Ucrânia (SAPO, na sigla em ucraniano) e o Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) desmantelaram uma organização criminosa liderada pelo chefe de uma das divisões da Procuradoria-Geral.
O grupo recebia alegadamente de forma sistemática subornos de ‘call centers’ fraudulentos, lavava o dinheiro obtido e utilizava táticas de extorsão para permitir o funcionamento sem restrições de ‘call centers’ clandestinos que burlavam um grande número de cidadãos ucranianos e estrangeiros.
O Supremo Tribunal da Ucrânia decretou prisão preventiva sob fiança no valor de 120 milhões de hryvnias (cerca de 2,32 milhões de euros) para o subdiretor do Departamento de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral, Serhi Kropiva.
Este é acusado de encobrir as atividades dos ‘call centers’ fraudulentos, entidades que têm sido alvo de uma nova legislação antifraude recentemente apresentada ao parlamento pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no contexto da polémica em torno do assunto no país.





