Autoridades alertam habitantes e turistas para incêndio na ilha de Brač



Rajadas de vento muito fortes com mudança frequente de direção têm impedido os bombeiros, auxiliados por vários aviões de combate a incêndios do tipo Canadair, de controlar este incêndio que deflagrou na quinta-feira à noite no oeste de Brač, uma das maiores ilhas do Adriático croata, ao largo da cidade de Split.

Depois de ter queimado uma área de cerca de 3.000 hectares de pinhais e matagais, o incêndio aproximou-se, no sábado à noite, das habitações da localidade de Milna, que conta com cerca de mil habitantes.

“O incêndio está ativo nas proximidades de Milna. Todas as equipas estão mobilizadas para impedir a sua propagação para as zonas habitadas”, indicou pouco antes da meia-noite o comando nacional dos bombeiros no seu site, acrescentando ter iniciado a ativação do sistema de alerta da população por telefone, sem, no entanto, referir a organização da retirada da população nesta fase.

Cerca de 180 bombeiros, com cerca de 50 veículos, combateram este incêndio na sexta-feira e no sábado. Foram enviados reforços compostos por 44 bombeiros e 16 veículos para a ilha durante a noite, segundo as autoridades.

Afectada por várias ondas de calor extremo e pela falta de precipitação, tal como grande parte da Europa, a Croácia viveu um verão particularmente seco, propício à propagação de incêndios florestais.

Em meados de agosto, um violento incêndio devastou a região da cidade de Omis, na zona central do litoral, causando uma morte e cerca de quarenta feridos, dos quais cerca de dez em estado grave. Outras duas pessoas faleceram no hospital nas semanas seguintes ao incêndio.

Numa única noite, este incêndio destruiu ou danificou cerca de 60 casas e edifícios residenciais, dezenas de automóveis e cerca de 1.000 hectares de terreno. Os danos foram estimados em cerca de 110 milhões de euros.

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