
Naquele estado, a extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) teve uma vitória esmagadora.
Fontes governamentais confirmaram à agência de notícias alemã DPA que “é necessária a sua presença [do Chanceler] em Berlim” poucos dias antes das eleições regionais em Mecklenburg-Pomerânia Ocidental e Berlim, no contexto das fricções internas dentro da aliança conservadora entre a União Democrata Cristã (CDU), a União Social Cristã da Baviera (CSU) e o Partido Social-Democrata (SPD).
Já no ano passado, Merz recusou participar na Assembleia Geral da ONU, também devido a discussões internas no seio da coligação alemã.
No seu lugar, interveio na Assembleia Geral da ONU o ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul. E o mesmo está previsto que aconteça este ano.
Após meses de negociações, a coligação de Merz alcançou um acordo em julho sobre uma série de medidas destinadas a reformar os sistemas fiscal, de pensões e do mercado de trabalho do país.
No entanto, o pacote ainda precisa ser tratado no Parlamento, e a vitória categórica do AfD na Saxónia-Anhalt provocou que, dentro do Partido Social-Democrata, surjam vozes a pedir para se reconsiderar as reformas antes das duas eleições regionais.
Em paralelo, novas sondagens mostram que os índices de aprovação de Merz caem até apenas 10%, três pontos a menos do que na semana anterior, tendência que tem gerado rumores de que o Chanceler alemão poderá ser obrigado a demitir-se, já que o seu partido se encaminha para uma dura derrota no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental este domingo.
Segundo as recentes sondagens, a CDU poderá não atingir o limiar de 5% em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
O partido conservador também poderia perder a câmara municipal de Berlim, onde está empatado com o partido A Esquerda e ligeiramente à frente da AfD.





