
A posição foi transmitida pelo presidente norte-americano no final de uma reunião com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, realizada à margem da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Em declarações aos jornalistas, Donald Trump disse esperar que, “num futuro não muito distante, e oxalá antes do rigoroso inverno”, Zelensky e Vladimir Putin cheguem a um acordo.
“Concordo com Zelensky em muitos assuntos diferentes, mas sabem o que quero que ele faça? Que chegue a um acordo. Quero que chegue a um acordo com Putin e que Putin chegue a um acordo com ele”, acrescentou.
Durante o encontro, Zelensky manifestou o desejo de conseguir pôr fim à guerra antes do inverno e pediu a ajuda do Presidente norte-americano.
Após a reunião, o presidente ucraniano confirmou que o seu país recebeu autorização de Trump para fabricar por conta própria os mísseis necessários para os sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot, capazes de abater mísseis balísticos russos.
A Ucrânia enfrenta uma grave escassez de mísseis intercetores para os sistemas Patriot de que o exército ucraniano já dispõe, o que a torna particularmente vulnerável aos ataques aéreos russos contra alvos militares e civis no seu território.
Por outro lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, denunciou, durante um encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também em Nova Iorque, que os ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa são a causa da “desestabilização dos mercados”.
A Ucrânia atacou, desde o final de junho, cerca de 30 refinarias russas, o que reduziu significativamente a capacidade de refinação e de exportação da Rússia, para níveis que não eram registados há mais de 20 anos.
Rubio afirmou, numa conferência de imprensa posterior, que Washington tentará conseguir que ambos os lados cheguem a um acordo para cessar os bombardeamentos contra as respetivas infraestruturas energéticas.



