Um jovem identificado como Weverson Lucas foi detido pela Polícia Militar na manhã de domingo (25), dia do segundo turno das eleições, em uma escola de Cacoal, suspeito de cometer crime eleitoral.

O caso aconteceu na Escola Agustinho Góes. Segundo as informações, ele entrou no local de votação com o telefone celular e queria registrar tudo o que não é permitido, com suspeita de que gravava e tirava fotos no momento de votar. Detido pela PM, foi conduzido ao fórum e, em seguida, ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), onde fez uma transação penal. Pelo acordo, ele não reconheceu nenhum delito, mas se comprometeu a cumprir algumas condições, que não foram detalhadas, para que o processo não avance. Agora, resta aguardar o cumprimento delas.
A defesa foi feita sem custo pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo o presidente da entidade, quando a pessoa não tem advogado quem atua é a defensoria, mas, como a Justiça Eleitoral é um órgão federal, o caso dependeria da Defensoria Pública da União. Por se tratar de uma pessoa carente e vulnerável, a OAB decidiu atuar pro bono.
Após o episódio, a OAB orientou a população a evitar a boca de urna e o pedido de voto. A manifestação pacífica é permitida, mas o uso do celular durante a votação deve ser evitado. O juiz de direito reforçou que o voto é secreto e não pode ser filmado nem divulgado.
Fora esse caso, a votação em Cacoal transcorreu de forma tranquila e sem filas, segundo o juiz. O comparecimento foi considerado bom, com muitos eleitores votando pela manhã e ao longo do dia, e o número de abstenções ainda era aguardado. Ele explicou que a falta de filas se deve ao fato de o eleitor ter apenas um voto a registrar. Pela manhã, três urnas foram substituídas, duas delas na escola Carlos Gomes, sem prejuízo ao andamento da votação.



