(FOLHAPRESS) – Reeleito no primeiro turno, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve trocar o comando de ao menos três secretarias para acomodar aliados políticos.
As mudanças nas pastas de Turismo e Viagens, Esportes e Políticas para a Mulher devem ser anunciadas nas próximas semanas. Também deverá haver trocas, por motivos distintos, na Casa Civil e na Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
Além disso, a cúpula do Palácio dos Bandeirantes busca um nome para substituir Eleuses Paiva (PSD), secretário de Saúde desde o início da gestão Tarcísio, em 2023, que pediu para deixar o governo.
A campanha de Tarcísio contou com uma coligação de dez partidos em sua base aliada, o que lhe garantiu o maior tempo de rádio e TV na corrida eleitoral. Além do Republicanos, integraram a frente MDB, PL, Democrata, Avante, PSD, PRD, Solidariedade, União Brasil e PP.
Atualmente à frente da Secretaria de Turismo e Viagens, Ana Aidar é um quadro técnico e assumiu a pasta em janeiro, após a saída de Roberto de Lucena (Republicanos). Ela deve ser substituída por um nome indicado pelo partido do governador, como ocorreu com Lucena no início da gestão Tarcísio.
Outra mudança esperada é na Secretaria de Políticas para a Mulher, atualmente comandada pela delegada Adriana Liporoni. Ela assumiu o cargo no lugar de Valeria Bolsonaro (PL), que deixou a função no fim do ano passado para disputar a reeleição como deputada estadual. O PL deverá indicar a próxima titular da pasta.
Na Secretaria de Esportes, é esperada uma indicação do Republicanos ou do PSD, atual partido de Helena Reis, que deixou o posto para disputar as eleições para deputada estadual. Atualmente, a pasta é comandada por Claudia Carletto.
As reuniões para definir a composição do próximo mandato do governador passaram a ocorrer com mais intensidade após o segundo turno da eleição presidencial. Tarcísio havia adiado as decisões sobre seu novo secretariado para se dedicar à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Quadros técnicos que tinham a possibilidade de migrar para Brasília, em caso de vitória do candidato do PL, deverão permanecer no governo estadual, como o atual secretário de Educação, Renato Feder.
Uma das principais mudanças no secretariado do governo de São Paulo será a transferência de Natalia Resende, atualmente à frente da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, para a Casa Civil, posto de primeiro escalão próximo ao governador. Ela ocupará o cargo exercido desde março deste ano por Nerylson Lima.
Natalia é um dos quadros mais elogiados por Tarcísio, que se refere a ela como “supersecretária” e a escolheu para integrar a equipe de coordenação do programa de governo do próximo mandato.
Outra definição no núcleo do governo é a permanência de Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos em São Paulo e secretário de Governo e Relações Institucionais desde o início deste ano.
Ele deverá continuar no cargo assumido após a saída de Gilberto Kassab (PSD), que disputou as eleições como vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD). Kassab não voltará ao Palácio dos Bandeirantes.
Na semana passada, Tarcísio admitiu a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030 e condicionou a decisão ao desempenho de seu segundo mandato como governador.
“A gente tem que ver qual é o cenário do momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade [de disputar a presidência]”, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo.
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Notícias ao Minuto | 04:51 – 02/11/2026



