
Habib-ur-Rahman Mansour morreu quando o seu carro foi atingido por uma bomba, relatou à agência France-Presse (AFP) sob anonimato uma enfermeira do hospital provincial da região Badakhshan, no nordeste do país, de que Faizabad é capital.
Um funcionário municipal, que também pediu anonimato por motivos de segurança, acrescentou que o autarca foi “morto por uma bomba colocada” perto da câmara municipal.
O ataque foi reivindicado pela Frente de Resistência Nacional (FRN), um grupo armado de oposição liderado por Ahmad Massoud, filho do comandante Massoud, morto em 2001 pelos talibãs.
Um relatório da ONU divulgado em maio destacou que os grupos armados, incluindo a FRN, “não representaram um grande desafio” ao controlo dos talibãs sobre o país durante os três meses anteriores.
Em 28 de julho, o chefe do Departamento de Informação e Cultura de Badakhshan, Zabihullah Amiri, foi morto a tiro quando se deslocava para a capital provincial.
O EI-K, braço da rede terrorista Estado Islâmico no Afeganistão e no Paquistão, reivindicou a autoria do ataque.
A província de Badakhshan, que faz fronteira com o Tajiquistão, a China e o Paquistão, foi palco de confrontos em maio entre as forças de segurança, que tinham destruído plantações de papoilas de ópio — produto proibido pelos talibãs —, e agricultores. Duas pessoas morreram.
Os seus recursos minerais e de metais preciosos, como o ouro, também despertaram interesse e geraram tensões entre investidores de outras regiões do Afeganistão e empresas locais, segundo analistas.
As autoridades talibãs no Afeganistão comprometeram-se a restaurar a segurança no país. No entanto, episódios de violência têm ocorrido esporadicamente desde o seu regresso ao poder, em agosto de 2021.
A filial local do Estado Islâmico reivindicou também a responsabilidade por um ataque suicida que matou o ministro dos Refugiados talibã, Khalil ur-Rahman Haqqani, em Cabul, em dezembro de 2024.





