
Os dois líderes deverão encontrar-se numa base naval e conversarão com militares ucranianos e britânicos que participam num exercício de combate às minas marítimas, com vista a preparar futuras missões no Mar Negro, indicou Downing Street num comunicado.
“O Reino Unido está solidário com a Ucrânia e o seu apoio continua inabalável”, declarou o chefe do Governo britânico, citado no comunicado.
Burnham acrescentou: “A Rússia não deve ter quaisquer dúvidas quanto à nossa determinação, e não recuaremos enquanto não tivermos alcançado uma paz justa e duradoura para a Ucrânia”.
Após uma primeira semana no poder dedicada sobretudo a assuntos internos (poder de compra, descentralização), trata-se do primeiro verdadeiro compromisso diplomático do novo chefe do Governo britânico, que, no entanto, já teve contactos telefónicos com vários líderes estrangeiros, incluindo o presidente norte-americano Donald Trump.
O Reino Unido é um dos principais apoiantes da Ucrânia e já mobilizou cerca de 25 mil milhões de libras (29,2 mil milhões de euros) desde o início da invasão russa em 2022, dos quais 16 mil milhões em ajuda militar.
O governo britânico aproveitará também a visita do presidente ucraniano para anunciar a partilha com a Ucrânia da propriedade intelectual de um novo sistema britânico de interferência eletrónica denominado “Stone Cloak”, apresentado como capaz de dificultar a deteção e a localização de drones pelas defesas aéreas russas.
Esta partilha permitirá a Kyiv “produzir em grande escala” este sistema de interferência, com o objetivo de “reforçar as suas linhas de defesa e a defesa da Europa”, numa altura em que a Ucrânia procura preservar a sua vantagem tecnológica na guerra dos drones face à Rússia, insiste Downing Street.
Este sistema de interferência destina-se também a equipar a próxima geração de capacidades britânicas, nomeadamente o seu futuro míssil de cruzeiro de baixo custo, desenvolvido no âmbito do projeto “Brakestop”.
Desde fevereiro de 2022, Volodymyr Zelensky deslocou-se seis vezes ao Reino Unido, onde foi recebido sucessivamente pelos primeiros-ministros Rishi Sunak (conservador) e Keir Starmer (trabalhista), tendo este último recebido a sua última visita em meados de julho, pouco antes de deixar Downing Street.





