Cerca de 1.500 birmaneses reenviados pela Malásia chegam à Birmânia

O grupo de 1.476 migrantes faz parte de um total de 5.000 birmaneses que aceitou, segundo Kuala Lumpur, um repatriamento “voluntário” nos centros de detenção, num momento em que a Malásia vê aumentar a hostilidade em relação aos exilados.

Após a chegada de barco a uma base naval birmanesa em Thanlyin, dezenas de pessoas foram transportadas para um mosteiro budista para os procedimentos administrativos e exames de saúde, constataram os jornalistas da Agência France Press.

“Ainda não vi a minha família”, declarou Kyaw Swar Thein, 53 anos, que trabalhava num café na Malásia, antes de ser detido.

Durante o período em que esteve detido, um ano e oito meses, contraiu sarna, disse, acrescentando que a doença influenciou a decisão de regressar.

“Não espero nada”, confessou, no meio das fileiras de homens sentados no chão.

As associações de defesa dos direitos humanos sublinharam que as más condições de detenção de birmaneses na Malásia os levaram a aceitar o programa de regresso.

Insistem também na perigosidade de um regresso ao país, devastado pela guerra civil desde o golpe de Estado militar de 2021.

O conflito já fez mais de 100.000 mortos, segundo a ONG Acled.

erro: