
O Parlamento turco tinha aprovado, no início de agosto, uma lei histórica que abre caminho à reintegração dos combatentes do PKK, um passo importante no processo de paz destinado a pôr fim a mais de quatro décadas de guerrilha que causaram cerca de 50.000 mortes, segundo Ancara.
No âmbito deste processo, foram criadas quatro subcomissões para supervisionar a dissolução do PKK, anunciada no ano passado em resposta a um apelo nesse sentido do seu líder histórico, Abdullah Öcalan.
Uma dessas subcomissões, dedicada à entrega das armas do PKK, acolherá Öcalan, embora ele não esteja autorizado a sair da prisão, declarou hoje à imprensa turca Mehmet Uçum, um alto conselheiro do presidente Erdogan.
Tratava-se de um pedido, entre outros, do partido pró curdo DEM, parte interessada no processo de paz iniciado no final de 2024 por um aliado de extrema-direita do chefe de Estado turco.
A lei adotada no início de agosto não especificava qual o destino que seria reservado a Öcalan, de 77 anos, preso desde 1999 em regime de isolamento na prisão da ilha de Imrali, a sul de Istambul, onde cumpre uma pena de prisão perpétua.





