
Atendendo à boa evolução do combate aos fogos em Madrid e Ávila, as autoridades decidiram “deixar atrás a emergência nacional”, disse Sánchez.
“Há desescalada, mas continuamos alerta”, acrescentou o primeiro-ministro, que falava em Navaluenga, Ávila, na região de Castela e Leão, num dos postos de comando de combate aos fogos florestais.
O primeiro-ministro disse que vão continuar no terreno meios e operacionais da Unidade Militar de Emergências (UME) e do Estado central, embora a coordenação das operações no terreno passe agora para a tutela dos governos regionais de Madrid e de Castela e Leão.
A proteção civil é em Espanha tutela das regiões autónomas, que podem solicitar meios e ajuda ao serviço nacional de proteção civil, a quem cabe, por exemplo, acionar os mecanismos de cooperação internacionais.
Em caso de declaração da situação de emergência nacional é o Governo central que assume a gestão, como aconteceu em Ávila e Madrid desde quinta-feira da semana passada por causa dos fogos.
Neste caso, a coordenação das operações de combate aos incêndios coube à UME.
A situação de emergência nacional abrangeu também, entre sábado e segunda-feira, a província vizinha de Toledo, na região de Castela La Mancha.
Sánchez disse que estão neste momento ativos incêndios florestais noutros pontos de Espanha “que exigem” também meios do sistema nacional de proteção civil, como acontece na província de Zamora, perto da fronteira com Portugal, onde vão ser reforçados atendendo à melhoria da situação no centro do país.
O primeiro-ministro voltou a apelar à prudência, sublinhando que há uma onda de calor a atingir o país até domingo e que alguns dos incêndios estão a ser provocados por comportamentos pouco cuidadosos e negligentes.
Por outro lado, reiterou o apelo às populações para se informarem através de meios de comunicação social fiáveis e canais institucionais, alertando para a desinformação e mentiras que estão a circular associadas aos fogos.
Os incêndios na região de Madrid, dados como estabilizados na quarta-feira à tarde, continuam hoje “sem avançar” e “sem focos ativos”, disseram as autoridades espanholas ao início da manhã.
Mais de 90.000 pessoas foram retiradas de casa ou obrigadas a permanecer confinadas nas localidades onde vivem nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo desde a semana passada.
As autoridades levantaram na quarta-feira à tarde todas as restrições e todas a pessoas podem já regressar a casa.
Segundo estimativas do Governo espanhol, os incêndios em Madrid, Ávila e Toledo queimaram mais de 77.000 hectares e o fogo de Ávila, com mais de 50.000 hectares ardidos, é o maior de que há registo na história do país.
Desde o início do ano, já arderam mais de 170.000 hectares em Espanha, seis vezes mais do que no mesmo período de 2025 e morreram 14 pessoas, uma no sábado passado em Castellón, Valência, e 13 num incêndio em Almería no início do mês de julho.





