
O afundamento foi anunciado hoje pelo Comando Sul dos EUA (Southcom, no acrónimo em inglês) nas redes sociais, onde detalhou que as suas tropas “intercetaram com sucesso uma embarcação que servia de estação de aprovisionamento flutuante, em apoio de operações ilegais de tráfico de droga nas águas internacionais do Pacífico oriental”.
Os tripulantes foram capturados a bordo, antes de a embarcação se afundar, e “vão ser transferidos para as autoridades equatorianas”, adiantou a chefia militar, sem quantificar.
A embarcação, cujo tipo não foi indicado, foi intercetada por um navio militar, com a participação de helicóptero, que a fez explodir e afundar, segundo um vídeo divulgado pelos militares.
O gangue Los Choneros está associado ao cartel mexicano de Sinaloa.
A marinha equatoriana indicou hoje que 28 tripulantes das outras duas embarcações foram-lhe entregues e que vão ser transferidos para o porto de Manta.
O governo de Donald Trump iniciou há um ano uma campanha de bombardeamentos, no Pacífico Oriental e no Mar das Caraíbas, contra embarcações alegadamente pertencentes a traficantes de droga, que já causou mais de 200 mortos.
Com o seu apoio, o presidente do Equador, Daniel Noboa, dirige uma ofensiva contra o tráfico de droga e incluiu o seu país no Escudo das Américas, uma coligação antidroga, que junta 20 Estados da América Latina e Caraíbas, dirigida por Trump.
Em julho, a organização não-governamental Human Rights Watch denunciou torturas e detenções arbitrárias no quadro desta campanha. Acrescentou que entre janeiro e março, três embarcações foram atacadas pelos norte-americanos, ao largo do Equador, causando pelo menos oito desaparecidos, o que Washington nega.





