
O avião com o material humanitário descolou do Aeroporto Internacional de Miami por volta das 15h00 hora local (19h00 GMT) rumo a Cuba, onde a organização Catholic Relief Services (CRS), a igreja católica e a Cáritas Cuba se encarregarão de distribuir os bens pelas famílias mais desfavorecidas daquela ilha que vive uma grave crise.
“Vamos entregar ajuda tanto por via aérea como marítima”, afirmou o subsecretário de Estado norte-americano para Assistência Externa, Assuntos Humanitários e Liberdade Religiosa, Jeremy Lewin, num ato na pista de descolagem, instantes antes da saída da aeronave.
“Estamos a enviar pacotes de suprimentos e produtos de primeira necessidade: alimentos, equipamentos médicos e artigos de uso diário para ajudar crianças e famílias que sofrem apagões porque o regime comunista decidiu roubar o dinheiro e todos os ativos”, acrescentou.
O primeiro envio de ajuda inclui alimentos como arroz, feijão e óleo de cozinha, assim como artigos de higiene e lanternas, que serão distribuídos por 700 famílias, acrescentou Lewin.
O responsável da administração do Presidente norte-americano Donald Trump esclareceu que esta ajuda atingirá um total de 196.000 famílias por toda a ilha, e soma-se ao apoio humanitário que os Estados Unidos ainda estão a dar na ilha devido à passagem do furacão Melissa há um ano.
“Se o regime interferir, faremos com que prestem contas. Fizemos tudo o possível para reduzir essa possibilidade”, esclareceu, antes de assegurar que o compromisso dos EUA com o povo cubano é “de ferro”.
O secretário dos Estados Unidos, Maro Rubio prometeu em maio passado 100 milhões de dólares (87,7 milhões de euros) em ajuda humanitária a Cuba para apoio direto ao povo cubano, perante a grave escassez de suprimentos e serviços essenciais.
Cuba vive uma grave crise energética desde meados de 2024, o que se agravou desde janeiro devido ao cerco petrolífero dos EUA, medida que a ONU qualificou como contrária ao direito internacional.
Embora Havana tenha rotulado ao princípio esta oferta como “fábula”, mais tarde mostrou-se disposta a ouvir as características da ajuda.
No entanto, o presidente da CRS, Sean Callahan, assegurou durante o ato que o regime “rejeitou a ajuda”, e confiou que este seja o primeiro de muitos envios futuros, que ajudem a aproximar Cuba e os Estados Unidos.
Nem Lewin nem Callahan especificaram quando sairá o próximo envio de ajuda para Cuba, embora esperem que esta possa chegar quase semanalmente a partir do próximo ano.





