
“Podemos considerar que a melhoria se confirma, a área percorrida pelo fogo não mudou, continua em 42.000 hectares (…) A crise não acabou, o fogo não está controlado, mas estamos a progredir, está a melhorar mesmo de dia para dia”, declarou a representante do Estado.
Trata-se do incêndio mais devastador em França desde 1949.
“No total, hoje, são portanto 198.000 pessoas das 220.000 que tinham sido retiradas e que puderam retomar o caminho para casa”, acrescentou Sophie Brocas.
Quatro municípios continuam, no entanto, sem os seus habitantes, nomeadamente Saumos, onde começou o mega incêndio que devastou 42.000 hectares, Le Temple, Le Porge e Lège-Cap-Ferret.
“Vamos fazer um ponto, dia após dia, com os serviços de emergência e de incêndio (…). Vamos avançar para permitir que estas quatro comunas voltem a acolher os seus habitantes, mas primeiro temos de garantir que eles regressam em segurança”, destacou aquela responsável.
Marc Vermeulen, chefe dos bombeiros da Gironda, explicou que a natureza deste fogo de tipo “convectivo”, que gerou uma “tempestade de fogo”, exige a maior cautela antes de o declarar ou não “controlado”.
“Temos 240 km [quilómetros] de bordos de floresta para tratar. É por isso que somos muito cautelosos a dizer que o fogo está controlado. Cada hora que passa aproxima-nos disso. Insisto que quando dissermos que o fogo está controlado, isso não significa que está apagado. Significa que não vai avançar mais, mas que ainda pode haver atividade no interior’, sublinhou.





