
“Dando continuidade às operações de retaliação da noite passada, os bravos combatentes da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária (…) lançaram um ataque pesado e surpresa contra a base aérea norte-americana em Al-Udeid, no Qatar, a fim de punir o agressor e os militares norte-americanos que matam crianças”, declarou a Guarda num comunicado.
“Durante este ataque, o sistema de radar de longo alcance e várias aeronaves estratégicas de reabastecimento em voo foram completamente destruídos, enquanto outras sofreram danos graves”, declarou a Guarda.
Os iranianos acrescentaram que “o Exército dos EUA e aqueles que albergam as suas bases na região devem saber que atravessar linhas vermelhas e atacar a população e as infraestruturas [no Irão] terá consequências muito graves”.
Horas antes, o Ministério do Interior do Qatar disse que uma criança ficou ferida por estilhaços durante operações de interceção após um ataque iraniano, sem fornecer detalhes sobre o número de mísseis ou drones lançados contra o país.
Pelo menos oito pessoas morreram e 20 ficaram feridas ataques aéreos norte-americanos contra infraestruturas no sul e oeste do Irão na última noite, noticiaram meios de comunicação estatais iranianos.
Várias pontes rodoviárias e ferroviárias foram visadas nestes ataques no Irão, provavelmente para cortar o acesso a Bandar Abbas, principal porto iraniano, dificultando o transporte de material militar e bens essenciais para os cerca de 90 milhões de habitantes do país.
O Comando Central norte-americano (Centcom) confirmou que os bombardeamentos, concluídos esta madrugada, atingiram dezenas de alvos militares, incluindo uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no golfo de Omã, considerado vital para o comércio do vizinho Afeganistão.
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, divulgou imagens do colapso da estrutura, reforçando a mensagem de controlo norte-americano sobre o estreito.
Em resposta, o Irão lançou mísseis contra países aliados dos EUA na região, incluindo Qatar, um dos mediadores nas negociações de paz, onde foram ouvidas explosões.
Também Bahrein, Kuwait e Jordânia reportaram ataques ou interceções de projéteis iranianos. Explosões foram ainda registadas em Erbil e Sulaymaniyah, no Curdistão iraquiano.
A Guarda Revolucionária reivindicou entretanto a destruição de aviões militares norte-americanos na Jordânia em retaliação por ataques dos Estados Unidos contra o Irão durante a noite.
O exército ideológico da República Islâmica anunciou que destruiu “vários aviões reabastecedores e caças” dos Estados Unidos e causou “graves danos a muitos outros”. A informação não foi ainda confirmada pela Jordânia ou pelos Estados Unidos.
O Kuwait hoje que o Irão de atacar uma central de energia e dessalinização de água, causando danos generalizados na estrutura. No país, cerca de 90% da água potável provém da dessalinização e qualquer incidente pode causar grandes perturbações no emirado.
O Ministério da Eletricidade, Água e Energia Renovável do Kuwait denunciou o ataque, afirmando que deu origem a um incêndio e causou danos num grande número de unidades de geração de eletricidade.
Desencadeado em 28 de fevereiro por bombardeamentos israelitas e norte-americanos, o conflito já matou milhares de pessoas, principalmente no Irão e no Líbano, e continua a desestabilizar a economia global.





