
Kamran Hekmati saiu da prisão de Evin, em Teerão, em 05 de setembro, depois de completar cerca de metade de uma sentença de dois anos de cadeia, informou a sua família, preocupada com a sua saúde.
“O regime iraniano não se podia importar menos”, escreveu a família sobre os problemas de saúde de Hekmati.
“Tal como outros casos de detenções erradas no Irão, Kamran parece ter sido apanhado pela abordagem tradicional iraniana de deter cidadãos norte-americanos para conseguir concessões políticas dos EUA”, apontaram.
Representantes dos familiares e do governo federal não avançaram onde é que Hekmati, que fez 62 anos em agosto, está no Irão.
Mas a sua prima Shohreh Nowfar, residente no Estado da Califórnia, disse hoje que a família esta “excitada” e esperançosa que o seu passaporte lhe seja devolvido em breve, para que possa deixar o país.
Hekmati, que é judeu, foi detido em julho, depois de ter tido o passaporte apreendido em maio, quando se preparava para sair do país pelo aeroporto de Teerão.
A sua família disse que ele foi acusado com base na lei que proíbe cidadãos iranianos de visitarem Israel, em vigor nos últimos 10 anos. Mas a família garante que a última vez que ele lá esteve foi há 13 anos, antes de a lei existir.





