Dezoito integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas foram condenados pela Justiça Estadual. Somadas, as penas ultrapassam 374 anos de reclusão. O grupo foi alvo da Operação Carga Fria, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2024.

A operação mobilizou equipes em quatro estados: Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Paraná. Na época, a PF cumpriu ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara Criminal de Vilhena, que previam 18 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão.
A investigação havia começado no fim de 2023, depois que um homem foi preso em flagrante transportando mais de meia tonelada de cocaína. A partir daí, a apuração mostrou que a organização atuava em Rondônia e enviava grandes quantidades de entorpecentes para a região Sudeste, com destaque para o estado de São Paulo. Segundo a PF, entre 2022 e 2024 foram apreendidas mais de 2,4 toneladas de drogas ligadas ao grupo, entre cocaína, pasta base de cocaína e skunk. Em uma das ocorrências atribuídas à organização, a apreensão chegou a quase uma tonelada.
A Polícia Federal também descobriu como o dinheiro do tráfico era escondido. Segundo a investigação, o grupo usava empresas de fachada do setor de transportes, registradas em nome de terceiros, e comprou uma autoescola com recursos provenientes das atividades criminosas. Durante a operação, os agentes ainda apreenderam uma máquina de gravação a laser usada na fabricação de lacres falsificados.
Os réus foram condenados por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fuga do local de acidente de trânsito, de acordo com a participação de cada um.
A sentença também determinou a perda, em favor da União, de caminhões, semirreboques, veículos, imóveis, joias, valores em espécie e outros bens ligados às atividades criminosas, além das empresas usadas para ocultar o patrimônio.



