
“A ADNOC anunciou que um dos seus navios foi atacado por um míssil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz (…). O incidente não causou feridos e a situação foi controlada”, afirmou a empresa em comunicado.
Na sexta-feira, a ADNOC informou que 15 dos seus navios foram atacados no Estreito de Ormuz desde o início da guerra comercial entre o Irão e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro, incluindo três esta semana.
Estes ataques resultaram na morte de um tripulante e ferimentos em outros 20.
Segundo várias plataformas de monitorização, aproximadamente 70 navios foram atacados no Estreito de Ormuz desde o início da guerra.
Esta sexta-feira, a plataforma de monitorização marítima Kpler informou que o número de travessias pelo Estreito de Ormuz continuou a diminuir na quinta-feira, com oito trânsitos confirmados, uma queda de 33% em relação ao dia anterior.
A 05 de agosto, foram registadas 12 travessias e, no dia anterior, 15.
Esta redução do tráfego, também atribuída à incerteza entre as companhias de navegação, acontece numa altura em que os dois países que fazem fronteira com o Estreito de Ormuz, Irão e Omã, estão perto de chegar a um acordo para estabelecer uma nova rota marítima temporária através do estreito, por onde passavam 20% do crude mundial antes da guerra.
As autoridades iranianas explicaram que esta nova rota passará parcialmente por águas territoriais iranianas e omanitas e permitirá o trânsito de embarcações comerciais sob um novo regime de gestão, substituindo as rotas provisórias estabelecidas até então pelo Irão e Omã.
O Irão e o Omã também chegaram a acordo sobre as características geográficas de uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz e estarão na fase final de elaboração de uma declaração conjunta sobre este entendimento.





