
Com um horizonte de quatro anos, o Plano de Investimento em Defesa, que o primeiro-ministro Keir Starmer irá apresentar na terça-feira, contempla a substituição gradual de pelo menos seis navios de guerra por novas unidades mais avançadas, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.
Esta mudança responde à “rápida evolução da guerra moderna” e à crescente utilização de ‘drones’ e sistemas autónomos em conflitos como a invasão russa da Ucrânia e as guerras no Médio Oriente, destaca o comunicado.
O investimento planeado será utilizado para acelerar a integração de sistemas não tripulados nas Forças Armadas, incluindo capacidades para a Marinha, o Exército e a Força Aérea, com o objetivo de integrar estas tecnologias em operações conjuntas.
Na esfera naval, o plano prevê a transformação da Marinha Real numa “força híbrida” que combinará unidades tripuladas e não tripuladas, com o desenvolvimento de plataformas autónomas para vigilância, combate subaquático e defesa aérea, além dos seis novos navios.
No Exército, o programa inclui investimentos em sistemas autónomos de baixo custo, veículos terrestres não tripulados, novos ‘drones’ de ataque e reconhecimento e o reforço de unidades de elite.
Para a Royal Air Force (RAF), o plano prevê o desenvolvimento de aeronaves de combate não tripuladas colaborativas, que irão operar ao lado de aeronaves tripuladas, bem como novos sistemas de guerra eletrónica baseados em ‘drones’.
Starmer afirmou que o investimento proporcionará “capacidades avançadas para travar ameaças em evolução” e “reforçar a segurança do Reino Unido”.
O ministro da Defesa, Dan Jarvis, por sua vez, enfatizou a determinação de “equipar as Forças Armadas com o que precisam para servir com bravura e eficácia” num ambiente cada vez mais “complexo e perigoso”.
O plano é apresentado antes da cimeira da NATO de 07 e 08 de julho na Turquia, no meio de críticas de militares e parlamentares de vários partidos, que consideram o investimento insuficiente para modernizar a defesa britânica.
Além disso, coincide com mudanças dentro do Partido Trabalhista, depois de Starmer ter anunciado na semana passada a intenção de se demitir devido à perda de confiança do seu grupo parlamentar.
No processo eleitoral interno em curso, o ex-presidente da Câmara de Manchester, Andy Burnham, é favorito para suceder Starmer na liderança do partido e do governo.





