
Foi assim que Putin respondeu numa entrevista, citada pelas agências noticiosas russas, quando questionado sobre o estado das relações entre Rússia e Estados Unidos a seguir à última cimeira do G7, realizada há duas semanas em França.
“Assim que todos os acontecimentos tiverem terminado e a fase mais intensa do ‘dossier’ iraniano tiver chegado ao fim, estamos à espera da chegada destes representantes da administração norte-americana com quem já nos reunimos em Moscovo. […] Estamos prontos para prosseguir as negociações e a discussão de todos os detalhes”, afirmou.
No início do mês, Vladimir Putin disse que a atenção dos Estados Unidos se tinha desviado para o Irão e, esta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou Washington de se afastar do seu papel de “mediador imparcial” nas negociações com a Ucrânia.
Os esforços diplomáticos, mediados pelos Estados Unidos para pôr fim a este conflito, o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, estão paralisados.
A Ucrânia intensificou a sua campanha de ataques na Rússia e em regiões ucranianas sob controlo russo nos últimos meses, visando particularmente as infraestruturas energéticas para interromper o fluxo de hidrocarbonetos que permite ao Kremlin financiar o seu esforço de guerra.





